Era um dia de festa em Tia’bra. O sol da manhã já
começava a arder naquele dia de verão. Os tia’branos estavam ansiosos para que
chegasse às 11 horas da manhã daquele dia, pois estariam comemorando o
aniversário da cidade. Fazia exatos 120 anos desde que a cidade fora fundada,
anos antes do começo da Campanha dos Espers, a grande guerra que trouxe caos e
medo para todos os habitantes do planeta Gaia. A guerra havia terminado a cerca
de 30 anos e a paz reinava em grande parte do planeta, longe da ameaça dos
Espers e dos Neo-Humes, inimigos declarados da raça de todas as outras raças
que habitavam aquele mundo. Nos tempos atuais, não se ouvia mais falar dos
Neo-Humes, nem dos Espers.
O movimento em Tia’bra era grande. Vinham pessoas de
todas as partes do mundo assistir a comemoração do aniversário da cidade e, com
ela, o campeonato internacional de Blitzball; um esporte que foi disseminado
por um jovem rapaz de cabelos loiros, dono de uma espada que liberava pequenas
bolhas durante o combate. Foi ele quem ajudou desenvolver a tecnologia
específica para a prática do esporte. Desde então, se tornou um dos esportes
mais divertidos de toda Gaia. Blitzball era um esporte que fazia o público ir
ao delírio; era muito mais interessante do que um esporte que estavam começando
a divulgar, no qual dois times jogavam em um campo gramado e retangular que
deveriam usar apenas os pés durante a partida.
Os jogos eram realizados dentro do belo e grande Palácio
de Tia’bra, uma estrutura colossal feita de mármore e água. Suas paredes
exteriores eram feitas de água que caia nas mesmas dimensões que uma parede
feita de tijolo. A água caía perfeitamente reta, sem deixar nenhuma gota
respingar no chão. E uma coisa curiosa era que a água caía com uma força
enorme; isso a tornava muito mais resistente que uma parede comum. Isso foi
aplicado em todos os edifícios de Tia’bra, por questão de segurança e para se
diferenciar das outras cidades. E melhor, por fora, era impossível ver o que
estava através da parede de água, mas quem estava por dentro dos edifícios
podia ver claramente o que estava do lado de fora. Morar em uma casa de Tia’bra
era como morar dentro de uma casa de vidro. O mármore era usado como piso, um
lugar firme onde pisar, pois não conseguiram desenvolver uma tecnologia que
deixasse a água forte o suficiente para ser usada como piso. Isso tornava os
edifícios ainda mais atraentes. Sem falar nos edifícios de pessoas mais ricas,
que tinham filetes de ouro e prata em meio ao mármore para a casa se tornar
ainda mais bela.
Por estar em uma região tropical, o uso da água em
Tia’bra foi uma ideia esplêndida; tudo na cidade era à base de água. Veículos e
máquinas eram movidos a vapor ou à pressão de água; a água era mais clara e
mais pura e era usada para beber e para regar as lavouras, e até na criação de
armas e equipamentos para os soldados de elite. Estas eram feitas de forma tão
fina que pareciam ser feitas de espelho. Eram ótimas para combates, pois além
de serem leves, eram imunes a magia devido ao efeito mágicko de reflexão
(Reflect).
Outra coisa que tornava Tia’bra uma cidade muito
conhecida, era o fato de ser o lugar ideal para treinar espadachins para servir
o Império. Tia’bra era uma das grandes capitais e era oficialmente conhecida
como Capital Imperial de Tia’bra. Devido aos fatores explicados anteriormente,
era também conhecida pelos populares como “Cidade-cascata”, Cidade do verão e
Cidade paraíso.
Os visitantes chegavam à medida que o sol subia. O
imperador Cidian Von Tia’bra 3º, também conhecido como Imperador Cid, estava
ansioso pelo início do torneio. Queria estrear a melhor nos equipamentos do
torneio de Blitzball criados por ele e sua equipe de mecânicos. Antes de descer
para a sala do trono, que ficava no primeiro andar do palácio, Cid partiu do
seu quarto localizado na ala oeste do quarto andar do palácio e passou pelos
aposentos da ala leste do castelo, para conversar com uma pessoa. Ele bateu na
porta, chamando quem estava lá dentro. Assim que o barulho cessou, uma voz de
mulher disse do lado de dentro:
- Entre.
Cid abriu a porta e entrou nos aposentos de sua filha, a
princesa Anitta.
- Bom dia, querida. – disse Cid com um grande sorriso por
baixo de sua barba que estava começando a ficar grisalha, como seu cabelo –
Está animada com o torneio?
- Muito! Sabe como gosto de assistir às partidas de
Blitzball. – responde Anitta - Tomara que esse ano nosso time ganhe novamente.
- Sim, estamos na torcida para que isso aconteça. – disse
Cid com uma pequena risada e pousando a mão no ombro de Anitta. – Você é como
sua mãe. Adora agradar as pessoas. Você é muito querida por mim. Sabe disso.
Anitta era uma jovem doce, talentosa e bela. Era uma das
moças mais bonitas que já nasceram naquele planeta. Seus belos olhos azuis eram
como gelo; se pareciam com os da deusa Shiva. Seus cabelos desciam até um pouco
acima dos cotovelos e eram loiros e lisos. Sua pele era clara e seu sorriso era
belo como um raio de sol. Quando mais nova, mudou-se temporariamente para
Mysidia para estudar na grande Ackademia de Mágickas St. Ajora Glabados. Lá,
ela aprendeu as artes da magia branca (White Magick) e se tornou uma excelente
maga branca. Podia curar desde um pequeno arranhão até uma mordida envenenada
de uma Midgarzollom e ainda por cima conseguia neutralizar o veneno.
- Se apronte logo, querida. Não queremos perder o
festival. E avise ao Chanceller Faarj quando terminar.
- Pode deixar. Vou me arrumar agora. Avisarei o
Chanceller assim que estiver pronta. – respondeu Anitta.
Depois que Cid fechou a porta para descer à sala do
trono, Anitta olhou pela sacada de seu quarto e viu a grandiosa cidade e os airships
que chegavam a toda hora, carregados de passageiros de outras cidades. Isso a
inspirava a começar o dia bem. Depois de encher seus pulmões com o ar fresco da
manhã, ela voltou para dentro do palácio e foi em direção ao seu closet,
escolher o que iria usar naquela ocasião. Antes de começar, parou para olhar as
horas. Eram apenas 9 da manhã.
- Ora, ainda há tempo para ficar pronta. Não temos pressa
mesmo. – disse Anitta para si mesma, com uma pequena risada enquanto entrava no
closet.
Enquanto a princesa decidia o que vestir, os guardas do
castelo já estavam de sentinela antes do dia raiar. Um deles era o Capitão
Marco Adalbert Fair, líder da Armada dos Cavaleiros de Urano, principal força
de combate em proteção à princesa. Marco patrulhava dia e noite a ala leste do
palácio, sempre disponível para proteger e servir Anitta seja o que for que ela
precisasse.
Marco era um pouco mais alto que as outras pessoas. Era
um bom espadachim e usava espadas de duas mãos; não gostava de usar escudos,
pois achava que o deixava mais pesado e lento. Estava sempre de armadura e
pronto para um combate. Naquela manhã, durante sua patrulha, ele recebeu a
visita do seu irmão mais velho, o comandante Gilgamesh Steiner Fair, inspiração
e rival de Marco, líder da Armada dos Cavaleiros de Saturno, e guarda oficial
do Imperador. Gilgamesh era parecido com Marco, mas tinha uma aparência mais
velha. Tinha barba, cabelos maiores e era mais forte que o irmão. Era arrogante
e buscava cada vez mais poder. Ambos se cumprimentaram formalmente.
- O que faz aqui? – perguntou Marcus.
- Com certeza, não foi para te dar bom dia. Vim lhe
trazer uma missão. – respondeu Gilgamesh, com arrogância.
- Então diga. Você deve voltar para o seu posto.
- Não posso. Parece que vamos ter que trabalhar juntos de
novo nessa missão, caro irmão.
Marco não gostava de trabalhar com Gilgamesh. Gilgamesh
era individualista e só pensava em obter glória em cada batalha. Não ajudava
Marco nas batalhas, mesmo que estivesse ferido. Só preocupava com si mesmo.
- Aconteceu alguma coisa na prisão Anelleh. Estamos
tentando contato desde a aurora, mas não obtivemos sucesso. Vossa Graça o
Imperador pediu para que nós fossemos checar o que aconteceu antes que o
torneio comece. Sairá um buggy do subsolo do palácio agora. Vamos.
Marco e Gilgamesh desciam as escadas do palácio, enquanto
Marco tentava imaginar se chegaria a tempo de ver o torneio de Blitzball.
- Mais uma coisa. – disse Gilgamesh – Não vou ficar
cuidando de você, caso haja algum combate. Recomendo que leve reforço pra que
você não me atrapalhe como na última missão, fracote.
Marco ficou nervoso com o que Gilgamesh disse, mas não
quis expressar o sentimento para dar a graça da provocação. Ao descer para o andar
térreo, Marco viu um de seus soldados e o chamou.
- Soldado!
O soldado de Urano ficou em posição de sentido e
respondeu:
- Senhor! O que deseja, senhor?
- Chame Biggs e Wedge até o subsolo. Preciso deles em uma
missão agora.
O soldado fez continência e foi palácio adentro realizar
o pedido de seu comandante.
- Biggs e Wedge? Que gracinha, pensei que você ia chamar
a Armada de Urano inteira para essa missão. Você está crescendo mesmo,
irmãozinho. – provocou Gilgamesh, com um ar arrogante.
- Biggs e Wedge são bons guerreiros. Aliás, precisamos de
um reforço mágico no nosso grupo. Não sabemos o que vamos encontrar, e não
sabemos quem de nós vai precisar de ajuda. – respondeu Marco
- Com certeza, irmãozinho, não serei eu.
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| Um Black Mage, especialista em magias negras e elementais. |
Ao atingir o subsolo, onde o buggy estava estacionado, Biggs e Wedge já estavam à espera. Biggs era um White Mage e Wedge era um Black Mage, ambos colegas de sala e recém chegados de Mysidia. Eram um pouco atrapalhados, mas eram eficientes nos combates. Os dois cumprimentaram Gilgamesh e Marco, porém o cumprimento foi só correspondido por Marco.
- Bom dia, soldados! Preparados para a missão? –
perguntou Marco
- Sim, senhor. Já trouxemos nosso equipamento e nossos itens.
– respondeu Biggs
- Hm... Acho que não. Conferiram mesmo os seus
equipamentos?
- Sim, senhor! Estamos prontos para a missão! –
responderam os dois, dando uma pequena espiada nos bolsos, para conferir se
estavam com tudo mesmo.
- Ótimo! – respondeu Marco, com um sorriso – Vamos
partir.
Marco e Gilgamesh entraram no buggy na frente. Antes de
entrar, Biggs e Wedge voltaram e demoraram um pouco para pegar suas armas que
estavam largando para trás, um Staff e um Rod comuns, e voltaram para o buggy.
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| Um White Mage, especialista em magias de cura e magias divinas. |
A prisão Anelleh era um edifício um pouco mais afastado
da capital do Império. 80% dela era no subsolo e não tinha quase nada em comum
com os edifícios da capital. As paredes de água só serviam como celas e ao
invés de mármore, a estrutura era toda de ferro.
Ao chegarem, o buggy parou na entrada da prisão e os
portões da mesma se fecharam. Era parecido com um hangar, pois recebiam
prisioneiros via airship também. Naquele momento estava tudo fechado e escuro.
O que iluminava o ambiente eram luzes de emergência que já estavam bem fracas.
Marco, Gilgamesh, Wedge e Biggs desceram do buggy, mas não foram recebidos por
ninguém. A prisão estava em completo silêncio.
- Esse lugar tá muito calmo pra uma prisão. – disse Marco
ao sacar sua espada longa, a Greatsword. – Fiquem em alerta, soldados.
Gilgamesh sacou a sua Katana, e os magos os seus
respectivos Rod e Staff. O grupo entrou na prisão, passando pelos corredores
com muita cautela.
- Que estranho. – disse Biggs – Esse lugar parece
completamente normal. Não há por que vir aqui.
- Então vá embora. – respondeu Gilgamesh friamente.
Wedge deu uma pequena risada por causa da má resposta que
Biggs recebeu.
- Acha engraçado, espantalho? – disse Gilgamesh para
Wedge – Por que você não vai na frente com o seu coleguinha vestido de tapete?
Biggs e Wedge, sem graça, passaram à frente dos
comandantes, com suas armas sacadas. Marco olhou para o irmão com olhar de
reprovação, mas este nem se importou. Ao chegarem ao centro da prisão, que era
como uma torre, cada uma com algumas celas, o grupo parou e Marco ordenou.
- Verifiquem as celas dos andares superiores.
Biggs e Wedge obedeceram e subiram para investigar. Marco
e Gilgamesh investigaram os andares inferiores. Os prisioneiros estavam todos
no mesmo estado: desacordados. Era estranho porque os prisioneiros acordam cedo
para tomar um banho de sol e depois retornam para suas celas. Com a
investigação completa, Marco abriu uma das celas ordenou Biggs para verificar o
prisioneiro que estava lá dentro. Biggs pousou suas mãos sobre a cabeça do
prisioneiro e ficou em silêncio por alguns minutos.
- E aí? – perguntou Marco – O que você concluiu?
- Bom, senhor, - disse Biggs enquanto analisava o corpo
inconsciente do prisioneiro – o estado dele é normal. Está respirando pouco,
mas está com bom pulso. Diria que ele está sob efeito de um feitiço de dormir,
o feitiço Sleep.
- Pode tirá-lo desse efeito? – perguntou Marco
- Sim.
Biggs pegou o seu Staff, levantou, e acertou com tudo no
peito do prisioneiro. O prisioneiro deu um grito de susto e dor, e se levantou
xingando.
- Qual é, cara? Que merda é essa que você fez?
- Olha a língua, cretino! Você é a única merda que eu
vejo. Meça melhor o que fala! – gritou Gilgamesh
O prisioneiro deu uma rosnada e foi para o canto oposto
da cela.
- O que aconteceu aqui? – perguntou Marco ao prisioneiro
- Sei lá, cara. Do que cê tá falando?
- Por que você estava desacordado?
- Ah tá... Pô, cara, eu tava de boa aqui na minha
celinha, aí hoje de manhãzinha eu acordei e vi um vulto preto na frente da
minha cela. O vulto parou, olhou pra mim e eu caí desacordado do nada.
- Vulto preto?
- É, cara. Parecia uma sombra viva. Maior estranho!
Os quatro saíram da cela e a trancaram novamente.
Gilgamesh pensou e disse:
- É melhor olharmos as câmeras de vigilância pra saber
melhor sobre isso.
O grupo subiu até o último andar e entraram nos
escritórios da prisão. O lugar estava completamente quebrado e bagunçado, com
vários funcionários no chão, desacordados. Os quatro sacaram suas armas novamente
e se separaram, investigando escritório por escritório. Gilgamesh e Wedge
entraram na sala de vigilância e olharam o vídeo gravado pelas câmeras de
segurança pelo computador enquanto Marco e Biggs entraram na sala do diretor.
Ao entrar na sala, o diretor estava acordado, porém todo
amarrado à sua cadeira, imobilizado e com uma mordaça. Marco e Biggs correram
para socorrê-lo, enquanto o diretor lhes tentava dizer alguma coisa.
- Calma! Já vamos tirar você daqui! – disse Biggs
O diretor estava desesperado para falar alguma coisa, mas
seus salvadores não entendiam o quê. Ao soltarem o diretor, ele começou a
gritar e ser levado da sala.
- Não! Fiquem aqui! Não podem sair daqui!
- Fique tranquilo! O pior já passou.
- Vocês não entendem! Não saiam da sala!
Já era tarde. Um sensor de movimento foi ativado quando a
porta do diretor foi aberta e uma sirene começou a tocar alto na prisão.
- Eu avisei! Eu avisei!
- Mas que diabos é isso? – gritou Gilgamesh – O que está
acontecendo?
A sirene tocava alto e uma voz eletrônica começou a
anunciar que a prisão estava sendo invadida.
- Isso foi tudo uma armadilha! – disse o diretor –
Estavam esperando por vocês!
- Como assim? Explique! – disse Marco enquanto os cinco
corriam em direção à entrada da prisão.
- Alguém invadiu a prisão antes do raiar do dia e usou
Sleep em todos, menos em mim.
- Quem fez isso?
- Foi uma pessoa, um cara, não sei. Estava com uma capa
com um capuz preto. Não consegui ver o rosto dele. Ele entrou e tudo ficou
preto. Acho que ele usou uma Black Magick de Darkness em mim, mas o efeito
acabou passando. Senti ele me amarrando e o ouvi acionar o alarme sensor da
minha sala.
- Ele disse alguma coisa?
- Ele só disse que não era pra ficar preocupado, que ele
só queria dar um susto em vocês. Foi uma armação. E ele pediu pra não tentarmos
fugir. Mas o que ele quer não é a gente!
- Por quê? O que esse cara quer?
- Senhor, isso responde sua pergunta? – disse Wedge,
enquanto pararam de repente no corredor.
Marco olhou pra frente e se impressionou com o que viu.
Estava de frente a um exército de Black Panthers raivosas e prontas para uma
luta.
- Vamos voltar! Ele não quer que fiquemos aqui! – gritou
o diretor
- E perder a graça da luta? Ficou louco? – disse
Gilgamesh
Ao dizer isso, Gilgamesh avançou sobre as Black Panthers
e uma delas pulou pra cima dele. Gilgamesh deu um golpe certeiro no peito dela fazendo
com que caísse morta no chão. Logo depois foi a vez de Marco, Biggs e Wedge.
Marco e Gilgamesh foram para a linha de frente matando cada pantera com no
máximo três golpes e sem tomar quase nenhum golpe delas. Biggs ficou na
retaguarda conjurando Protects para que Marco e Gilgamesh tomassem pouco dano
das panteras, e Wedge conjurou magias como Fire e Blizzard nas panteras que
passavam pelos espadachins. Blizzard foi muito útil, pois havia momentos em que
as panteras tinham as patas congeladas ao chão, as imobilizando. Com isso, não
demorou para que todas caíssem sem vida.
- Vamos! – gritou Marco.
O grupo continuou até que, ao chegarem na entrada de
Anelleh, se surpreenderam ainda mais do que com as Black Panthers. Uma Thextera
gigantesca apareceu do nada na entrada rosnando com muita força. O grupo se
colocou em posição de batalha, esperando o movimento da loba gigante. Thextera
pulou sobre todos com intenção de abocanhá-los, mas conseguiram escapar da
investida.
- Biggs! Wedge! Protejam o buggy! Ele é a única forma de
sairmos daqui! – ordenou Marcos aos seus soldados.
![]() |
| Thextera |
- Wedge, você está bem?
- Não se preocupe comigo. – disse Wedge dando um gemido
de dor – Estou bem.
Marco já estava tirando uma Potion para revitalizar o
companheiro quando Thextera o pegou e arremessou para cima, pronta para
devorá-lo. Quando estava caindo, Marco pegou sua Greatsword e a acertou com
toda sua força na boca da loba, causando um bom ferimento. A loba soltou um
pequeno choro de dor. Rapidamente, ele tirou sua espada da boca perfurada de
Thextera e foi ajudar Wedge. Enquanto isso, Gilgamesh acabara de ser curado por
Biggs. Gilgamesh correu em direção ao monstro e usou sua Katana para cortar o
pêlo grosso de Thextera, mas parecia que não fazia efeito. A loba parecia se
regenerar a cada golpe.
- Será possível que ela está sob efeito de Regen? –
comentou Gilgamesh.
Tirar esse efeito mágico seria trabalho para Wedge.
- Espantalho! – gritou Gilgamesh para Wedge – Já sabe o
que fazer!
Wedge se levantou e usou a magia Dispel em Thextera. Uma
aura branca que estava em volta da loba se dispersou. Isso anulou o efeito
regenerativo dela. Agora era a vez de Gilgamesh atacar.
- Agora para a desforra! LIMIT BREAK! – nesse instante
uma aura laranja subiu em volta de Gilgamesh e sua espada brilhou muito. –
CLIMHAZZARD!!! – Gilgamesh tomou distancia e perfurou o corpo machucado de
Thextera até deixar apenas o cabo de sua Katana por fora. Para finalizar a
batalha, Gilgamesh girou sua espada dentro de Thextera de forma que a lâmina
ficasse para cima, tomou um impulso e pulou, abrindo um corte enorme na loba.
Nesse instante, Thextera cambaleou e soltou um último
uivo antes de morrer. Gilgamesh atingiu o chão ofegante, com sua Katana
embebedada de sangue. Ele a limpou e guardou de volta.
- Viram só, novatos? É assim que se termina uma batalha
com estilo! – disse Gilgamesh para Biggs e Wedge.
Então, uma coisa interessante de aconteceu. O corpo de
Thextera começou a se transformar em pequenas luzes que sumiam no ar,
juntamente com o corpo das Black Panthers. Não ficou quase nenhum rastro da
batalha, exceto as marcas das patas pesadas de Thextera no chão. Nisso, o
diretor saiu de seu esconderijo amedrontado.
- O senhor está bem? – perguntou Marco ao diretor.
- Estou sim. Obrigado.
- E então? O que você queria dizer antes de lutarmos? –
disse Marco enquanto guardava sua Greatsword.
- Como eu ia dizendo, o que o cara que armou isso tudo
quer não é conosco. Acho que isso foi uma armadilha pra abrir o caminho dele.
- Tem razão. – disse Gilgamesh – Se nós estamos aqui, é
porque iriamos atrapalhar os planos dele. E estamos longe de onde deveríamos
estar.
- Mas o que ele vai querer de nós? – perguntou Marco.
- Não é óbvio? Ele quer alguma coisa no palácio! Ele quer
alguma coisa com o que protegemos! Ele armou muito bem isso. Sabia que ao saber
que Anelleh não estava respondendo, teríamos que vir checar o que estava
acontecendo. – respondeu Gilgamesh.
- Sim! Ele disse para mim antes de me largar preso: “Isso
é tudo uma armação pra pegar um peixe maior. Não se preocupe, vou cuidar bem
dela.”
Naquele instante, Marco engoliu seco pensando que a vida
de sua querida princesa Anitta estaria correndo. Já eram quase 12 horas. O
torneio já estava em sua metade. Sabe-se lá o que pode acontecer com Anitta e o
Imperador Cid naquele segundo. Nisso, todos exceto o diretor de Anelleh
entraram no buggy correndo de volta para Tia’bra.
O que vai acontecer? Será que Marco vai voltar antes que
aconteça alguma coisa a Anitta? E quem é esse homem encapuzado? O que será que
ele quer com Anitta?
Essas perguntas serão respondidas no próximo post de
Final Fantasy XV! Não percam: Capítulo
2: O Sequestrador Misterioso!


Olha eu li o começo só do capito I e tipo assim eu achei q ficou uma mistura pura de FF 9 e FF6.
ResponderExcluirEu acho meio comum demais em todas as historias eles colocarem sempre algo q aconteceu no passado para poderem trazes o caos devolta ao presente.
Eu sempre me questionei sobre pq a estoria nunca se passa durante o grande acontecimento,sempre tem q ter algo grandioso q ja aconteceu e agora o dever é impedir q se repita ?
Eu acho q seria bem mais surpreendente se a gente não soubesse as conseguemcias dos atos,se não soubesse-mos q assim como foi a seculos atras se não reunirmos os cristais o mundo vai ser dominado por trevas.
Sim, essa primeira parte da história eu criei inspirada em FFIX. Criei a história do FFXV baseada na dos outros games, mas não vou enfatizar em apenas uma. À medida que eu for postando os capítulos o leitor vai poder notar alguns eventos baseados nas histórias de jogos anteriores. Quis fazer assim pois acho que o número XV é um número "especial" e poderia ter elementos inspirados nos dos outros jogos.
ExcluirRealmente é bem comum essa história de querer evitar que um mal antigo repita uma catástrofe no ambiente da história. A maioria dos jogos que eu conheço começam assim mesmo (FFV, FFIX, FFX, Legend of Dragoon, série Chrono, etc.). Tenho vontade um dia de escrever os eventos antes desta história, mas isso ainda é apenas uma ideia de um futuro projeto. Pode ser que um dia seja possível postar. Vamos esperar que tudo corra para que isso aconteça!